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Hey pequeno gafanhoto, hoje eu quero falar sobre uma abordagem que desenvolvi para ensinar (e aprender) criatividade.

Eu chamo de “A Jornada do Criativo”, uma mistura de RPG com a Jornada do Herói de Joseph Campbell, e é a base do meu curso online de criatividade (e que futuramente se tornará um jogo).

Meu objetivo é escrever um livro sobre essa metodologia, mas enquanto o livro não sai, você pode saber um pouco mais sobre isso lendo essa postagem.

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E antes de começar a falar dos passos dessa jornada, só quero deixar claro que não tenho pretensão nenhuma de ser o dono da verdade ou de apresentar a metodologia suprema para o ensino da criatividade. Pelo contrário, meu objetivo é mostrar as etapas necessárias para despertar a criatividade, e uma, entre diversas, formas de desenvolvê-la. A Jornada do Criativo é somente uma dessas maneiras, a mais divertida talvez, e com certeza, a mais ninja.

Então, vamos lá. Hora de começar a nossa jornada em busca do cálice sagrado da nossa criatividade.

 

1 – O CHAMADO

Imagem2O primeiro passo é “O Chamado”. A ideia aqui é entender o que é a criatividade, a sua importância, e principalmente, o que você perde por não ser criativo.

Sobre definir o que é criatividade, bom, aqui daria para escrever um livro só com definições, pois cada pesquisador vê a criatividade de uma forma, e o mais intrigante é que todas essas definições estão certas, porque a criatividade é uma parada muito louca, e é praticamente impossível defini-la de uma única forma.

No entanto, para fins de facilitar a nossa jornada, vamos definir a criatividade simplesmente como uma ferramenta para resolver problemas. Lembrando que problema não é apenas algo ruim, mas sim, qualquer situação que demande uma solução.

E sobre a importância da criatividade, não pretendo me estender muito, pelo menos não aqui nessa postagem, mas a ideia é você começar a perceber a velocidade em que o mundo está mudando. Como as profissões antigas estão sendo automatizadas ou deixando de existir, e como as pessoas que não conseguem se adaptar estão tendo dificuldades em se manter bem nessa época.

As pessoas criativas estão sendo cada vez mais requisitadas em empresas, estão se destacando cada vez mais em suas profissões, e, principalmente, tem sido protagonistas das grandes inovações mundiais.

Então, se você ainda tem alguma dúvida se deve ou não ser criativo, aconselho a se decidir logo.

 

2 – SALTO DE FÉ

O segundo passo é o “Salto de Fé”, e aqui acontecem duas coisas. A primeira é você acreditar que é possível aprender criatividade. Pois já é provado que a criatividade não é um dom, algo exclusivo de Imagem3algumas poucas pessoas. Ela é uma habilidade, e assim como qualquer outra habilidade, ela pode ser aprendida e melhora com estudo e prática.

A segunda coisa é eliminar os bloqueios mentais, ou seja, aquelas crenças limitantes que nos impedem de ser criativos, como por exemplo: “eu não sou criativo”, ou “não dá pra fazer isso”, e etc.

Existe uma série de bloqueios e para cada um tem técnicas específicas para eliminá-los (falaremos sobre isso em outras postagens), mas basicamente, um dos maiores bloqueios é o medo de errar. As pessoas ficam tão paranoicas em não errar que acabam fazendo as coisas sempre do mesmo jeito, sem tentar inovar, ou fazer coisas diferentes. E isso é um veneno para a criatividade.

Não tenha medo de errar, porque isso vai acontecer, faz parte do processo criativo, mas ao invés de ver o erro como uma coisa ruim, passe a vê-lo como uma forma de não fazer uma coisa. Quando errar, analise o que não deu certo, corrija, aprenda com isso, e refaça, até dar certo.

 

3 – TRAVESSIA DO PORTAL

Imagem4O terceiro passo é a “travessia do portal”, pois é mais ou menos isso o que acontece quando você elimina os bloqueios mentais e começar a pensar de maneira criativa. É como se você entrasse em um novo mundo, em numa outra dimensão.

E começar a usar o pensamento criativo é uma das melhores coisas que você pode fazer pela sua criatividade. Porque isso vai lhe ajudar a ver o mundo de uma outra forma, enxergar as oportunidades onde ninguém mais está vendo, e principalmente, começar a ver além do óbvio.

Então, force o seu cérebro a ver as coisas de maneiras diferentes, pense em como seria se as coisas fossem de outra maneira. Um exercício muito legal para exercitar o pensamento criativo é usar o “e se?” sempre que tiver vontade. Eu falei um pouco sobre essa técnica na postagem anterior, para conferir é só clicar AQUI.

 

4 – RECEBER AS ARMAS MÁGICAS

A ideia por trás desse passo é bem simples, talvez seja um pouco trabalhoso para conquistá-lo mas com certeza será muito divertido.Imagem5

Você acabou de atravessar o portal para um novo mundo, um lugar desconhecido, uma floresta inexplorada, então, você vai precisar das suas armas mágicas para conseguir enfrentar os novos perigos.

Trazendo isso para a realidade, ao começar a pensar de maneira criativa você vai começar a encontrar vários desafios (problemas) para resolver, e aí você vai precisar das técnicas de geração de novas ideias. Existem centenas delas, como por exemplo o Brainstorm, Mapa Mental, SCAMPER, Flor de Lótus e etc. Veremos algumas delas no blog futuramente.

Você não precisa saber todas, claro, mas pelo menos algumas é necessário conhecer e dominar, assim, quando surgir um problema, você saca a sua arma mágica e destrói o adversário.

 

5 – EXPLORAÇÃO DO NOVO MUNDO

Imagem6Agora que você já está armado e preparado, é hora de explorar esse novo mundo, cheio de maravilhas e desafios. Esse passo é referente ao repertório de conhecimento que você precisa adquirir para ser criativo.

É importante você ser um especialista na sua área, mas é tão importante quanto, você ter um vasto conhecimento geral sobre muita coisa, o famoso “saber um pouquinho de tudo”. Pois quanto mais experiências diferentes você tiver, maior será o seu repertório, e maiores as chances de você encontrar uma solução original combinando coisas totalmente diferentes.

Por isso, a sugestão aqui é que você faça coisas diferentes, que você viva experiências diferentes, que leia coisas diferentes, quebre a rotina, fuja dos hábitos, saia do piloto automático e comece a ficar consciente das coisas que acontecem ao seu redor. Questione tudo, e tente encontrar novas maneiras de fazer as coisas.

 

6 – ISOLAMENTO E MEDITAÇÃO

Você vai explorar bastante esse novo mundo, mas chegará o momento em que você tem que se preparar para o desafio final, então, é hora de se recolher, se isolar e meditar, até chegar o momento de partir Imagem7para a luta.

Saindo da linguagem metafórica, esse passo é relacionado com a incubação e a iluminação. No processo criativo a incubação é o momento em que você se afasta do problema e deixa o seu cérebro trabalhar sozinho.

A incubação pode acontecer por dois motivos. As vezes você vai estar tão concentrado na resolução do problema que a sua cabeça não consegue mais dar conta, não consegue processar as informações e juntar as pontas soltas. Então, é necessário se afastar do problema, fazer outra coisa qualquer, enquanto o seu subconsciente vai trabalhando por conta.

Ou, pode ser que mesmo depois de pesquisar muito e aplicar todas as técnicas possíveis de geração de novas ideias, ainda falta alguma informação, ainda falta uma pecinha do quebra cabeça, e enquanto você não achar essa peça, a solução não aparecerá. E é nesse momento que você tem que deixar o problema de lado e voltar a explorar um pouco mais o mundo, até a hora em que você vai ouvir, ou ler, ou ver algo que vai fechar a conta e te dar a solução.

De uma forma ou de outra, a ideia ou a resposta pode aparecer a qualquer momento – ao tomar banho, dirigir, assistir TV e etc. É o que chamamos de iluminação, momento eureka. E é justamente poela resposta aparecer a qualquer momento que as algumas pessoas acham que as ideias surgem do nada, porque não percebem todo esse processo que aconteceu antes.

E aí, no momento que a ideia aparece é hora de sair do isolamento e partir para enfrentar o chefão.

 

7 – MATAR O DRAGÃO

Imagem8Vocês devem ter reparado que todos os passos estão, direta ou indiretamente interligados, eles não funcionam sozinhos, e ao trabalhar em um deles, automaticamente afeta os outros. Mesmo assim, entre todos eles, o “Matar o Dragão” é o mais importante.

Matar o dragão significa colocar a ideia em prática, ou seja, é o momento da ação. Uma ideia não vale muita coisa até ser colocada em prática. E a maneira como você vai executá-la também vai fazer toda a diferença. As pessoas podem ter ideias semelhantes, ou as vezes, a mesma ideia, o que vai diferenciar é a maneira como as pessoas vão executar.

Você pode ter ótimas ideias, mas se não colocar em prática, ficará sempre atrás daquele que tem ideias razoáveis, mas executa, que coloca em prática. É somente com a ação que você vai saber se sua ideia funciona ou não, se vale a pena continuar, se tem que mudar algo e etc.

Mas é necessário ação. E a minha recomendação é para que você mate, pelo menos, um dragão por dia.

Chegamos ao fim da nossa jornada, espero que você tenha se divertido, e que tenha pelo menos despertado o desejo de ser mais criativo. Lembre-se de compartilhar esses segredos milenares com seus amigos, e a colocá-los também nessa jornada.

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Até breve.

(postado originalmente em: http://ninjacriativobr.blogspot.com.br/2016/03/jornadadocriativo.html)

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